APRESENTAÇÃO
Este projeto foi contemplado pelo Fundo de Cultura do Estado de Goiás - 2016 SEDUCE e Governo de Goiás

© 2018 Todos os direitos reservados a Ressonâncias da Dança.

DESIGNED BY ALISSON SINDEAUX 

RESIDÊNCIA ARTÍSTICA 2018

Teaser do videodança Silêncio e som, cocriação entre a equipe cinematografica RESSONÂNCIAS DA DANÇA, com a participação dos artistas residentes.

O videodança Silêncio e som é uma imersão nas paisagens mais intimas da Chapada dos Veadeiros, em cenários naturais exuberantes, um percurso que expressa uma poética artística em ressonância com o processo criativo: A luminosidade e a sonoridade próprias do bioma cerrado evocam sensações, compõe uma poesia visual, na continuidade e descontinuidade espaço temporal da imagem. 

O roteiro do videodança: A dança se desenvolve a partir de escutas sensíveis, um encontro com a autenticidade do movimento, se manifestando nas dualidades: Luz, sombra. Ausência, presença. Dia, noite. Seco, úmido. Feminino, masculino. Expansão, contração... se manifestando em um cemitério de árvores queimadas durante o incêndio de outubro de 2017.  O morro de pura argila se desnudando sob o céu límpido. O morro da Baleia de campos deslumbrantes ao nascer do Sol. As ricas matas de galeria. O universo subaquático, com sua vegetação. A fauna e a flora do cerrado  acompanhadas nos seus ciclos, em relação aos aspectos do dia e da noite... A percepção da impermanência e da indissolubilidade na relação do ser humano integrado ao meio-ambiente em estado de presença. Com a intenção de que a existência se desenvolva em harmonia com os ritmos da natureza humana e em ressonância com o meio-ambiente. Observar as estações do ano, as influências da Terra, do sol e do ciclo lunar, uma vivência para mergulhar em uma ecologia profunda. Contribuindo para a visibilidade do Cerrado, um dos hotspots mais ameaçados do mundo, a maior savana do planeta. Desdobrando no fortalecimento da economia local, com foco no turismo de experiência, ampliando a aptidão natural que a região oferece para este setor econômico e social.

Ressonâncias da Dança - residência artística foi contemplada pelo Fundo de Arte e Cultura do Estado de Goiás, SEDUCE e Governo de Goiás.

 

É um espaço tempo dedicado para a formação, criação e compartilhamento do fazer artístico. Propõe criar e fortalecer redes de apoio profissional e afetivas entre artistas locais, de cada uma das regiões do Brasil e internacioanais.

A dança improvisação propõe integrar a sensação ao movimento, escuta sensível, auto conhecimento e expressividade, proporcionando autonomia e sensibilidade ao profissional artístico e pedagógico. Foto Mel Melissa Maurer

A primeira edição realizada em Alto Paraíso de Goiás entre a lua nova de abril e maio de 2018, aconteceu durante 29 dias imersivos nas paisagens mais intimas da natureza humana, na paisagem natural e na arquitetura local. Contando com duas fases: a fase rural foi um mergulho no Bioma do Cerrado; a fase urbana aconteceu no centro da cidade com pouco mais de 3 mil habitantes no interior de Goiás, uma cidade que abriga pessoas provenientes de vários Estados e países, mostrando um abismo entre a diversidade sociocultural que a habita, como toda cidade Latino Americana que leva consigo os resquícios do colonialismo.

Uma proposta de ação social, através da profissionalização artística, da consciência corporal e das relações sociais. Com a intenção de possibilitar o acesso à formação em dança no interior de Goiás, e criar uma rede de profissionais em diferentes níveis de carreira em dança no Brasil e internacional, possibilitando que cada participante seja apoiado para desenvolver-se enquanto profissional da arte e ampliar o conhecimento para aplicar em outras áreas do conhecimento. 

Mais de 30 dançarinos criaram através das vertentes de dança improvisação, da poética da dança Butoh, da fisicalidade do Contato Improvisação, do universo subaquático da Dança Líquida (na água), composições artísticas realizadas com práticas de educação somática como o Movimento Continuum e o Movimento Autêntico.

Eva Maria Maria dança com a paisagem em cima do Morro da Baleia, site specific em relação com a geografia no Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros. Foto Mel Melissa Maurer

CHAPADA DOS VEADEIROS  ​  Para nutrir processos de criação unindo a relação entre as artes, as ferramentas sociais e a ecologia.  A primeira edição da residência artística aconteceu na Chapada dos Veadeiros no intuito de dar visibilidade ao Cerrado, bioma que abriga as nascentes de três importantes bacias hidrográficas, é considerado o berço das águas e tem uma biodiversidade extremamente abundante. A maior savana do planeta é um dos hotspots mais ameaçados do mundo por setores econômicos do agronegócio como a monocultura, a pecuária e a retirada de madeira para carvão, estas atividades vêm descaracterizando a Chapada, podendo prejudicar sua economia local, absolutamente dependente da preservação de sua paisagem natural.  Ressonâncias da dança – residência artística se desdobra no fortalecimento da economia com foco no turismo ecológico e de experiência, contribuindo com as principais pautas socioeconômicas e ambientais da região, de modo a amplificar e fortalecer a área artística e cu
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O momento de criação voltados para a performance são resignificados como processos, indo além da busca por uma estética dualista rompendo padrões entre o belo e o feio, uma busca pelo desenvolvimento do artista em transformação durante a criação artística, despertar o autoconhecimento enquanto profissional que se aprofunda na relação consigo mesmo e com o outro, integrado ao meio-ambiente em estado de presença.

A metodologia de ensino aprendizagem artística foi concebida pela artista do corpo e movimento, Pilar Echavarria, colombiana de nascença e germânica de passaporte, nômade desde 2005, percorrendo o universo de diversas vertentes da dança improvisação.

Victor Miriam Bastião investiga possibilidades de movimento em espirais na dança líquida, em ambientes aquáticos naturais. Imagem Pipaluk Supernova

O método do mestre de dança Noh, Zeahmi, aplicado nas artes performáticas e utilizado na técnica Subbody Butoh foi uma das guias para se alcançar estados e qualidades durante o processo criativo.

Jo - Ha - Kyu

Presença – transformação – conclusão

Através de uma dinâmica selecionamos temas de interesse de pesquisa nos momentos de cocriação, chegamos em agrupamentos coletivos: nossas "famílias criativas" se aninharam por desejos e afinidades em comum. Dando origem a quatro grupos: Poéticas líquidas e o universo das árvores. Ancestralidade (tradições afro brasileiras e etnias autóctones). Scores (pautas) acerca polaridades. O sensível (sutil).

As famílias criativas foram grupos para trocas e compartilhamento de informação, pesquisa teórica e prática, se configuraram como famílias permeáveis, abertas, com geometrias variáveis durante toda a residência.

Letícia Medeiros em mimese no Morro Nude. Foto Mel Melissa Maurer

Paralelamente as famílias, continuaram as pesquisas e aprofundamento em solo, duos, trios e quartetos. Possibilitando uma interação entre pessoas de origens e culturas bastante heterogêneas.

As propostas do Laboratório de cocriação se iniciaram com a prática do Movimento Autêntico, que envolve a presença de um observador e a expressão de uma pessoa que se move, visa a percepção no momento presente, sem julgamentos, permitindo aflorar conteúdos do inconsciente, integrados ao consciente através da criação artística.  ​

O espaço não convencional como espaços públicos e paisagens naturais foram explorados durante toda a residência artística, ampliando as possibilidades da relação dos artistas e do público com o ambiente. Através da criação da dança realizada no contexto urbano e no contexto de natureza, a espacialidade expandida como proposta de site specific, arte desenvolvida para um lugar especifico. Ampliando as fronteiras entre a arte e a vida, e diluindo as distancias entre o público e o artista.

As propostas de criação e apresentação artística construída ao longo da residência com Pilar Echavarria e Pipaluk Supernova, as "Instalações para Rituais sem sentido", onde cada artista criou com autonomia em lugares específicos como cenários; os elementos que compõem os figurinos, a iluminação e o movimento corporal se desdobraram em relação com a paisagem e a arquitetura local.

A apresentação final contou com uma Mostra de performances e a exibição do videodança Silêncio e som, filmado e montado durante a residência. Os locais de apresentações foram escolhidos junto com uma proposta de realização da arte em locais públicos, o Ginásio de Esportes, é um local de maior frequentação popular, alcançando o público de menor acesso às manifestações culturais.

Warla Paiva compõe em site specific na Pista de Skate. Foto de Mel Melissa Maurer

Uma praça, uma pista de skate, as ruas e calçadas, árvores e canteiros, uma construção nunca concluída da igreja matriz em ruínas, uma quadra de areia e o Ginásio de esportes. A arquitetura local foi transpassada, criações feitas in situ, com suas especificidades influenciando, sendo influenciada e inspirando a dança e as performances.

Álbuns de Fotos da RESSONÂNCIAS DA DANÇA - residência artística 

Morro Nude

Morro da Baleia

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Criação

Formação

Dança Ambiente

Dança Líquida

Performance

EcoPerformance